[Resenha]: Objetos Cortantes, de Gillian Flynn





Repórter de um jornal de Chicago, Camille Preaker é enviada para sua cidade natal para escrever sobre o desaparecimento de uma garota, enquanto a cidade ainda se recupera do assassinato de uma outra. Em oito anos, é a primeira vez que a jornalista volta à cidade. Enquanto esteve fora, quase não falou com a família. Dá para perceber que as  relações familiares não são boas e que a volta à cidade é meio a contragosto. 

A trama avança e, paralelamente a investigação sobre os crimes objetos da matéria de Camille, vamos conhecendo detalhes da sua família, que é altamente disfuncional, mas vive sob a aparência enganosa da normalidade.  A própria Camille é viciada em bebidas alcoólicas e automutilação. Ela tem o corpo cheio de cicatrizes. Esses vícios resultam de traumas do passado, como a perda da irmã mais nova e o sentimento de frustração em relação à mãe, uma mulher distante e neurótica. O padrasto é displicente. A meia-irmã é dissimulada.

Por carregar ao mesmo tempo o peso das investigações e os muitos demônios pessoais da protagonista, a narrativa é tensa e perturbadora. Mas também é fluida e prende o leitor. Eu mesma não sosseguei enquanto não terminei a leitura. Meu único problema foi ter encasquetado com uma personagem e achar que havia desvendado o mistério logo no início, aí aconteceu uma reviravolta no final e eu me dei mal! 😂

Em meados deste ano, “Objetos Cortantes” foi adaptado para a HBO no formato de minissérie.





Título nacional: Objetos Cortantes
Título original: Sharp Objects
Autora: Gillian Flynn
Tradução: Alexandre Martins
Nº de Páginas: 254
Ano de lançamento no Brasil: 2015
Editora: Intrínseca
Gênero: Suspense psicológico

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