[Resenha]: "Mrs. Palfrey no Claremont", de Elizabeth Taylor





A viúva Laura Palfrey está determinada a não ser um fardo para sua filha única e, por isso, escolheu o Hotel Claremont para viver. É lá que ela pretende ficar até que a mudança para um asilo ou para um hospital não possa mais ser evitada. O pequeno grupo de residentes idosos do Claremont, desfruta de um pouco de independência e relativo conforto, mas compartilha solidão e tédio. Os idosos dependem de visitas dos familiares para provar a si mesmos e aos outros que  não foram abandonados por seus entes queridos.

Os parentes de Mrs. Palfrey, a filha casada e o neto, não se importam com ela e não demonstram interesse em visitá-la. Querendo mostrar aos companheiros que não foi esquecida pela família, ela apresenta o jovem Ludovic Myers como seu neto. Mas Ludo, na verdade, é um escritor solitário que a socorreu na rua depois de uma queda. Mrs. Palfrey recebe de Ludo a atenção que o próprio neto sonega, e Ludo por sua vez, a vê como inspiração para o livro que está escrevendo sobre velhice. Resumindo: Ludo precisa de Mrs. Palfrey tanto quanto ela precisa dele. A simpatia imediata, a cumplicidade devido aos interesse de ambos, contribuem para a formação de uma bela e construtiva amizade.

“Mrs. Palfrey no Claremont” é uma honesta história sobre acolhimento, aceitação e amizade. Dá destaque aos desafios físicos e emocionais da velhice e confirma a relevância, para qualquer idade, dos pequenos atos de bondade e generosidade. 

Título nacional: Mrs. Palfrey no Claremont
Título original: Mrs. Palfrey at the Claremont
Autora: Elizabeth Taylor
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Nº de Páginas: 202
Ano de lançamento no Brasil: 1996
Editora: Mandarim
Gênero: Romance

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