Mea culpa...


Uma mulher infeliz por ter amor a menos, outra, infeliz por ter amor demais,
e o amor injustamente crucificado por ambas.
Coitado do amor, é sempre acusado de provocar dor,
quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido em nossa vida,
mesmo que sua passagem tenha sido breve.
E se não foi, se permaneceu em nossa vida, aí é luxo supremo.
Qualquer amor merece nossa total indulgência,
porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, não é ele, somos nós.

Martha Medeiros em "Doidas e Santas"

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