Dores invisíveis...


Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, 
na beira do mar, numa festa, num bar. 
Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça 
sofrerá menos do que alguém que for demitido. 
Onde está o hematoma causado pelo desemprego, 
onde está a cicatriz da fome, 
onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? 
Custamos a respeitar as dores invisíveis, 
para as quais não existem prontos-socorros. 
Não adianta assoprar que não passa.

Martha Medeiros

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