[Resenha]: "A Mulher do Oficial Nazista", de Edith Hahn Beer



Título nacional: A Mulher do Oficial Nazista

Título original: The Nazi Officer’s Wife

Autora: Edith Hahn Beer e
Susan Dworkin (coautora)

Tradução: Natalie Gerhardt

Nº de Páginas: 241

Formato: eBook Kindle

Ano de lançamento no Brasil: 2017

Editora: HarperCollins

Gênero: autobiografia, memórias



"A Mulher do Oficial Nazista" é uma das melhores memórias sobre o Holocausto que eu já li. Com riqueza de detalhes, a judia austríaca Edith Hahn Beer conta que escapou do provável extermínio porque assumiu identidade falsa e casou-se com um nazista. Enquanto durou o conflito, ela viveu disfarçada como uma submissa dona de casa alemã, sem fazer nada que chamasse atenção para sua verdadeira identidade.

Edith Hahn formou-se em direito em Viena, mas foi impedida de realizar as provas finais para seu doutorado, em 1938, porque a Alemanha nazista anexou a Áustria, e os judeus austríacos começaram a ser perseguidos. A família de Edith foi enviada para um gueto e, em 1941, ela foi encaminhada para campos de trabalhos forçados da Alemanha. Em 1942, foi mandada de volta para Viena e, intuindo que seria jogada num campo de concentração, fugiu dos nazistas. Com ajuda de amigos conseguiu documentos falsos e passou a ser a alemã Grete Denner. Com a nova identidade foi para Munique, onde entrou para a Cruz Vermelha como auxiliar de enfermagem. Um dia, conheceu Werner Vetter, membro do partido nazista que se apaixonou por ela. Mesmo confessando ser judia, Werner a pediu em casamento e manteve sua identidade em segredo.

              Edith Hahn Beer (1914-2009)
                                                                       
                                                                    
Embora pareça que contei muito da trama, isto é pouco, muito pouco, diante de toda a história e das circunstâncias assustadoras por quais Edith passou. Fingir ser alemã e viver entre os inimigos, não foi nada fácil. Ela tinha muito medo de ser descoberta e viveu dias de muito estresse. A tensão, a ansiedade, a preocupação são sentidas durante toda a leitura, extrapola as páginas do livro e chega até os leitores. Não há como não sofrer diante de adversidades tão terríveis. 



Sob a perspectiva da vítima, “A Mulher do Oficial Nazista” apresenta um olhar bastante revelador da vida na Europa sob o domínio de Hitler e depois da rendição alemã. Recomendo a leitura.


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