[RESENHA]: "AS BRASAS", DE SÁNDOR MÁRAI
A história narra um encontro fatídico entre dois velhos amigos após um afastamento de 41 anos. O encontro acontece no castelo de propriedade do narrador, um general aposentado do Exército Austro-Húngaro. O visitante, é seu amigo de infância e antigo camarada de armas, Konrad, que abruptamente renunciou a amizade e fugiu. Agora, aos 75 anos, eles se reencontram. Quando Konrad chega para o jantar, já sabemos muito sobre a amizade deles, mas o motivo do distanciamento ainda é desconhecido.
Com um toque de suspense sutil e uma tensão crescente primorosa, acompanhamos o monólogo de um velho general solitário e rancoroso, que acusa e questiona o amigo sobre a ruptura da longa amizade em decorrência de uma paixão. Parece uma busca por vingança da parte do anfitrião, mas na verdade, é uma tentativa de encerrar um longo ciclo torturante e alcançar a paz de espírito necessária para seguir em frente.
Em sua essência, “As Brasas” é um diálogo filosófico sobre a natureza humana e o verdadeiro significado de amizade e lealdade. O orgulhoso General só conseguiu se sentir em paz, depois de mostrar ao amigo que compreendeu de imediato os motivos da sua partida, então não foi enganado, e que, depois de ponderar por décadas, entendeu que a paixão, apesar dos pesares, deu sentido às suas vidas. Gostei bastante!
Título nacional: As Brasas
Título original: A gyertyák csonkig égnek
Autor: Sándor Márai
Tradução: Rosa Freire d'Aguiar
Nº de Páginas: 204
Formato: e-Book
Ano de lançamento no Brasil: 1999
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Ficção filosófica


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