[Resenha]: "Água Fresca para as Flores", de Valérie Perrin






Há 20 anos, Violette vive entre os túmulos do cemitério do qual é zeladora. Ela mora no local, abre os portões pela manhã para receber visitantes e funerais, interage com os outros funcionários, cuida dos jardins e da horta, e fecha os portões à noite.
 

Muito empática, a zeladora acolhe os visitantes que vêm prestar homenagens aos entes queridos, oferecendo-lhes, além de um café ou um licor, ouvidos atentos e um ombro amigo. Violette passa a sensação de serenidade, mas por trás da rotina tranquila, esconde-se uma sobrevivente. A sua história vamos conhecendo aos poucos, principalmente a partir da chegada de Julien Seul, um homem que deseja colocar as cinzas da mãe, a pedido da mesma, no túmulo de um desconhecido ali sepultado. Ao conhecer a história da mãe de Julien, Violette acaba revivendo memórias de seu passado dolorido. À medida que a trama se desenrola, entendemos o porquê de ela estar ali, em um mundo onde a dor da perda e a compaixão se entrelaçam.


A história é contada de forma não linear, transitando entre passado e presente. Essa dinâmica  sempre me deixa um pouquinho perdida, entretanto, é o vai e vem no tempo que nos permite conhecer  a capacidade de Violette de superar as provações que o destino lhe impôs.  Este é um romance sobre perdas, dor e solidão, mas também mostra a resiliência humana ao celebrar a capacidade de recomeçar.

Em alguns momentos eu achei que a história estava se alongando demais, tratando de assuntos e/ou personagens que não eram tão importantes assim, mas, no geral,  é inegável que este é um romance que comovente e deixa uma impressão boa e duradoura.



Título nacional: Água Fresca para as Flores

Título original: Changer l’eau des Fleurs

Autora: Valérie Perrin

Tradução: Carolina Selvatici

Nº de Páginas: 572

Formato: e-Book

Ano de lançamento no Brasil: 2026

Editora: Intrínseca

Gênero: Ficção Francesa


Comentários