Mark Ruffalo e a questão do aborto


Diferentemente do Brasil, a prática do aborto é legal nos EUA há 40 anos. Ou seja, por lá a mulher tem o direito de decidir sobre a interrupção de sua gravidez.

Por ser um tema que interessa a sociedade como um todo e envolve argumentos morais, políticos e religiosos, existe quem é "pró-vida" (contrário ao aborto) e "pró-escolha" (favorável). 

Legalmente o procedimento não pode ser vetado, mas nos Estados em que os Republicanos (conservadores) são maioria na Assembleia, várias leis para dificultar ou desestimular o acesso ao aborto, já foram introduzidas.  Uma delas é a limitação ao funcionamento de clínicas.

No estado do Mississipi, por exemplo, nos anos 80 haviam 14 clínicas de aborto, hoje há apenas uma. E foi diante desta clínica que os manifestantes "pró-escolha" leram a carta de Mark Ruffalo, onde ele deixou claro sua preocupação com um provável retrocesso. Para Mark, o fechamento das clínicas levará as mulheres de volta a um tempo em que elas tinham que se submeter ao abortamento clandestino e arcar com todos os prejuízos que resultavam daquele procedimento.

Mark escreveu:

"Eu não quero voltar para trás quando as mulheres eram levadas para fora do Estado no meio da noite para resolver o problema de uma gravidez indesejada, em um quarto de hotel barato ao sul do estado. [...] É por isso que eu estou emprestando minha voz para o movimento de vocês hoje. Porque eu realmente confio nas mulheres que conheço. Eu confio nas escolhas delas, confio nos seus corpos e confio na relação delas com seus filhos. Espero que elas sejam sábias e dignas o suficiente para levar o direito ao aborto e não serem forçadas a exercer esse direito criminalmente sob o risco de morte ou prisão".

Mark se manifestou porque acredita que não há princípios morais que justifiquem o sofrimento e a morte de mulheres por falta de assistência. Eu penso como ele. 

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