Eu li: "Pulmão de Aço"


Eliana Zagui tinha 1 ano e 9 meses quando entrou no Hospital das Clínicas de São Paulo, vítima  da paralisia infantil (poliomelite) e nunca mais saiu de lá. O hospital virou seu lar.

Em "Pulmão de Aço" ela conta o que viveu em mais de 35 anos internada na UTI do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT). Deitada numa cama, sem movimentos do pescoço para baixo, mas com todas as sensações preservadas,  Eliana escreveu a maior parte do livro com a boca, agarrando com os dentes uma espátula de garganta na qual é amarrada uma caneta.

Pulmão de Aço era um respirador mecânico, uma máquina grande, inventada na década de 1920, parecida com um forno, onde pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas, ficando só com a cabeça de fora. Quando chegou ao hospital, Eliana ficou cinco dias lá dentro, mas não funcionou. A pólio havia paralisado completamente o diafragma e a deglutição. Ela teve, então, que ser conectada para sempre a um respirador artificial. Só consegue ficar poucas horas longe do aparelho.

Na apresentação do livro, em letra cursiva, Eliana diz: “Se fisicamente não posso andar, em minha mente sou capaz de voar sem limites”. Mesmo com o corpo paralisado, seu cérebro não se acomodou. Ela aprendeu inglês, italiano, fez curso de história da arte e virou pintora.


Não há como saber da história de Eliana e não refletir sobre nossa própria vida. É uma baita cutucada na nossa área de conforto. É um aviso de que devemos ponderar antes de reclamar. Eliana convive com diferentes tipos de dores: a do corpo e a da mente, provocada principalmente pela solidão. Eliana é um modelo de superação. Ela tinha tudo para desistir, mas decidiu viver!


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